Gênesis 4:16-24 – A descendência de Caim no fundo do poço!


A descendência de Caim no fundo do poço! - Gênesis 4:16-24

Caim deixou sua descendência no fundo do poço. A presença divina provavelmente não volta nunca mais, ele então começou sua vida de errante na terra de Node, ao este do Edem.

Alguns estudiosos supõe que era a região onde hoje é a China, mas isso é muito remoto.

Tudo o que é certo é que Caim emigrou para o leste da Ásia, muito estudiosos como Philippson e Knobel consideram a raça mongol como descendência de Caim.

Esta terra antediluviana, cujo nome significa “errante”, “fugida”, ou “exílio”, chegará a ser o lar dos ímpios descendentes de Caim.

V-17
Passado mais de cem anos desde que Adão e Eva foram expulsos do jardim, além de Caim e Abel, o casal também teve dezenas de filhos, netos e bisnetos neste período.

Sendo assim, os primeiros habitantes da terra não tiveram outra saída senão casar-se com seus irmãos e irmãs a fim de cumprir a ordem divina:

“Frutificai e multiplicai-vos”.

Embora, casar com uma irmã fosse contra a lei de Deus, de acordo com Levítico 18:9, 18:11, 20:17 e Deuteronômio 27:22 (que até proíbe o casamento de meia-irmã),  mais isso foi muito antes de Deus falar a lei a Moisés.

E, nesse ponto, o pool genético da humanidade era puro o suficiente para permitir um casamento próximo sem prejudicar a consanguinidade.

Mas, como uma corrente pode ficar mais poluída à medida que flui da fonte, chegou um momento em que Deus decretou que não haveria mais casamento entre parentes próximos por causa do perigo de endogamia. Com mais de cem anos, já havia uma boa civilização habitando nessa região, e foi ali que Caim conheceu sua mulher e tiveram um filho.

O nome que deram a este menino, Enoque, significa “dedicação” ou “consagração”, expressava assim a esperança de que seu filho pudesse ser uma bênção para seu lar entristecido.

A descendência de Caim e sua cidade

Caim começou a edificar uma colônia fortificada para sua família, como lugar de moradia mais ou menos permanente, dando a ela o nome de seu filho, Enoque.

Sua intenção de fundar uma cidade foi ditada por um desejo de desafiar a maldição que o condenava a uma vida como fugitivo. A primeira “cidade” do mundo foi fundada pelo primeiro assassino do mundo, um indivíduo perversamente impenitente cuja vida, plenamente dedicada ao mau e sem nenhuma esperança, decorreu desafiando a Deus.

Portanto, aqui vemos o começo da indústria e da urbanização. Desde esse começo, essas comunidades eram fortemente centradas no homem, não centradas em Deus. As cidades recebiam o nome de homens, a fim de homenageá-los. A queda da raça humana continuou e só aumentou.

V-18, 19, 20.

Passaram mais alguns anos e Enoque já tem um filho chamado Irade, que por sua vez também teve filhos e assim por diante até chegar a Lameque.

Este cidadão foi o primeiro em perverter o casamento tal como foi estabelecido por Deus, casando-se com duas mulheres.

Convertendo-o na concupiscência dos olhos e a concupiscência da carne, sem ter sequer o pretexto de que a primeira esposa não lhe dava filhos.

Consequentemente, a poligamia foi um mau novo que se alastrou durante longos séculos. Os nomes das duas infelizes eram Ada e Zilá e como não podia ser diferente, tiveram muitos filhos.

V-21.
Um dos filhos de Ada foi o criador da Harpa, o primeiro instrumento musical do mundo. Muitos desenhos antigos deste instrumento procedentes de Egito, Palestina e Mesopotâmia nos dão uma idéia clara de como era a harpa. Esses desenhos mostram que o instrumento consistia numa madeira de ressonância através da qual se tendiam sensatas.

Primeiros minérios e produções da descendência de Caim

V-22.
Muitos têm dúvidas quanto a que se conhecesse o ferro em tempos tão remotos como os que indicam o livro de Gênesis, No entanto, descobertas efetuadas no Egito e Mesopotâmia demonstraram que se produziam objetos de ferro nos períodos históricos mais remotos do que tinha registro.

Objetos de cobre, bronze e ferro que eram utilizados como enfeites, ferramentas, armas, vasilhas, etc., estão sendo encontrados em quantidades crescentes.

Então, devemos fazer uma pausa para observar que mesmo o pior dos homens não deixa de ter a capacidade de produzir aquilo que é considerado benéfico para a humanidade. A imagem é de avanço rápido. As gerações seguintes rapidamente progrediram fundando cidades.

V-23, 24.

Todavia, o modo como Lameque se gabava de ter assassinado outro, e o modo como ele acreditava que poderia prometer uma retribuição maior do que Deus, mostra uma degeneração progressiva na descendência de Caim.

Aqui o homem despencou rapidamente para o fundo do poço.

Mas, apesar de toda a vanglória de Lameque, nem ele nem seus descendentes serão mais citados novamente na Bíblia. Ele não deu em nada.

E assim a ímpia família de Caim crescia em meio a assassinatos e poligamias. O mundo ia sendo povoado pelo pecado.

Em Cristo;


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