Gênesis 5:1-20 – A descendência de Sete


 
Como ninguém da semente de Caim sobreviveu ao dilúvio, nós todos somos a descendência de Sete, através de Noé e de seus filhos. Sendo assim, um período....

Como ninguém da semente de Caim sobreviveu ao dilúvio, nós todos somos a descendência de Sete, através de Noé e de seus filhos. Sendo assim, um período de 1.500 anos é coberto por uma lista de gerações apresentadas neste capítulo.

A princípio, a leitura da descendência de Sete é aparentemente monótona. Vemos pessoas nascerem, crescerem até atingirem a vida adulta, casarem-se, terem filhos e logo morrerem sem deixar para a posteridade nada mais que seus nomes para lembrar.

Nesse sentido, a monótona repetição de morte, ao final de cada biografia, com exceção da de Enoque, afirma o domínio da morte como salário do pecado. Revela que a sentença de morte não foi uma vã ameaça. Seja como for, a morte é uma lembrança da natureza e do resultado da desobediência.    

As biografias dos patriarcas do versículo um ao vinte, seguem o modelo do relato da vida de Adão e não precisam de uma explicação individual. Além disso, outro detalhe que podemos observar nestes versículos é a longevidade da raça humana neste período.

Por que a descendência de Sete vivia tanto?

Dessa forma, neste capítulo, no inicio da descendência de Sete, ninguém viveu menos de 365 anos. Portanto, em minha pesquisa encontrei algumas teorias para essa longevidade;

(1) A vitalidade original com a que foi dotada a humanidade na criação;

(2) Talvez o pecado não tivesse ainda afetado totalmente a genética e a constituição física do homem;

(3) O efeito restante do fruto da árvore da vida, supondo que dele tivessem comido Adão e Eva;

(4) A qualidade superior do clima da terra e do meio ambiente;

(5) A graça divina ao adiar a execução do castigo do pecado.

Acima de tudo, eu fico contente em saber que a graça de Deus é quem permitiu isso. Infelizmente como veremos mais adiante, uma vida longa não promove a piedade.  

Em Cristo!  


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