Gênesis 5:21-27 – Enoque, um exemplo de vida e Matusalém, o homem que mais viveu!


O exemplo de vida de Enoque demanda um estudo muito especial. Enoque é um dos personagens mais conhecidos do Antigo Testamento, apesar das poucas referências acerca dele.

O exemplo de vida de Enoque demanda um estudo muito especial. Enoque é um dos personagens mais conhecidos do Antigo Testamento, apesar das poucas referências acerca dele.

Passaram-se mais de 1500 anos após a morte de Adão e a espécie humana crescia em quantidade e em pecado como uma praga, espalhando-se por todos os continentes da terra.

Aquela geração de adoradores que estudamos na postagem passada, aos poucos foi sucumbindo ao estilo de vida da geração que descendia de Caim.

O contato dos que adoravam a Deus com os que desonravam a Deus era inevitável, pois os laços familiares e a necessidade do comércio entre eles tornava este distanciamento impossível.

V-21,22.
Neste período apenas um nome, Enoque, ultrapassa aos outros em excelência e piedade.

Antes de falarmos sobre quem foi Enoque, também é preciso saber que em Gênesis existem dois Enoques, e não podemos confundi-los.

O outro Enoque citado em Gênesis é o filho mais velho de Caim (Gn 4:17), que deu nome à cidade edificada por seu pai. Duas vezes se declara que Enoque “caminhou com Deus”. Também se emprega esta expressão no caso de Noé.

Andar com Deus significa andar pela fé (2 Coríntios 5:7), andar na luz (1 João 1:5-7) e andar de acordo com Deus (Amós 3:3). Depois de andar assim com Deus, foi como se um dia Deus dissesse a Enoque:

“Você não precisa ir para casa. Por que você simplesmente não volta para casa Comigo?

Um exemplo de vida

Hebreus 11:5 nos diz o fundamento da caminhada de Enoque com Deus: “Pela fé, Enoque foi levado para não ver a morte “e não foi encontrado, porque Deus o havia levado“; pois antes de ser levado, ele tinha esse exemplo de vida, que agradou a Deus. Você não pode andar com Deus ou agradar a Deus sem fé .

Este homem teve em sua vida a constante presença divina, desenvolvendo uma estreitíssima relação com Deus. Logo depois, aos 65 anos de idade, com a chegada de um filho para favorecer seu lar, Enoque entendeu por experiência própria a profundidade do amor de um pai e como nunca antes, foi atraído para Deus, seu próprio Pai celestial.  

Seu caminhar com Deus consentiu não só na contemplação de Deus, senão também num ministério ativo em favor de seus próximos. Várias foram às vezes em sua vida, que em público previu a segunda vinda de Cristo, e fervente e solenemente admoestou aos pecadores que o rodeavam, sobre a terrível condenação que viria sobre os ímpios.  

O nome de Matusalém, dado ao filho, era profético e se referia à vinda do dilúvio. Em essência, foi dito a Enoque, que logo após a morte de Matusalém o dilúvio viria. Sem dúvida isto produziu em sua vida uma ardente pregação.  

A longa vida de Matusalém não foi acidental. Foi por causa da graça de Deus. Quando Matusalém morreu, o dilúvio veio. Deus o manteve vivo por mais tempo do que ninguém para dar às pessoas o maior tempo possível para se arrepender.  

A constante fidelidade e o exemplo de vida de Enoque, manifestada durante um período de 300 anos, é um depoimento animador para aqueles cristãos que parecem encontrar dificuldade de “caminhar com Deus” durante um só dia.  

O arrebatamento de Enoque

Portanto, chegamos agora ao acontecimento mais significativo da era antediluviana, um acontecimento que encheu aos fiéis de esperança e alegria. Em um belo dia, diante dos olhares atônitos de crentes e ímpios, Deus leva Enoque da terra para o céu sem permitir que ele passe pela morte e pelo dilúvio que viria.  

Enoque foi o primeiro pecador, salvo pela graça, que atingiu a honra da translação. Temos aqui um modelo de virtude que ressalta em enorme contraste com outro péssimo modelo de sua mesma época.

  • Enoque foi da sétima geração após Sete filho de Adão.
  • Lameque, aquele famigerado que adicionou ao crime do assassinato o vício da poligamia foi da sétima geração da linhagem de Caim.

Isto demonstra a influência de Caim e de Sete sobre suas famílias. Deus transladou Enoque, não só para recompensar a piedade de um homem temente a ele, senão para demonstrar a segurança da libertação que Deus prometeu do pecado e a morte.

Sua partida deve ter feito uma tremenda impressão em seus contemporâneos, se julgarmos a extensão atingida pelo relato de Enoque que chegou às gerações posteriores. A vida exemplar de Enoque com seu pináculo glorioso, testemunha em nossos dias a possibilidade de viver com santidade num mundo dominado pelo pecado.

Nesse sentido, Enoque, juntamente com o profeta Elias, foram os dois homens do Antigo Testamento que não experimentaram a morte (Gn 5:242 Rs 2:1-11). Isso prova que a imortalidade ou a vida após a morte, foi ensinada no primeiro período do Gênesis.

Matusalém e sua longevidade

No Novo Testamento, Enoque é citado na genealogia presente em Lucas 3:37 e também é citado na Epístola aos Hebreus 11. No capítulo conhecido como “Galeria dos Heróis da Fé“, o escritor aos Hebreus atribuiu o arrebatamento de Enoque à sua fé notável, cuja qual o conduziu a um “testemunho de que agradara a Deus”.   Há também uma citação na Epístola de Judas (Jd 1:14). Matusalém

Nesse meio tempo, outro nome de destaque neste capítulo é Matusalém. E o destaque fica por conta de sua longevidade. Novecentos e setenta e nove anos, ninguém viveu mais que ele.

A longa vida de Matusalém não foi acidental. Foi por causa da graça de Deus. Quando Matusalém morreu, o dilúvio veio.

Deus o manteve vivo por mais tempo do que ninguém para dar às pessoas o maior tempo possível para se arrependerem. Ele teve um filho chamado Lameque, que seria o pai de Noé.

Matusalém viveu no tempo antes do dilúvio, quando a maldade dos homens estava crescendo de forma descontrolada (Gênesis 6:5).

Antes de morrer, ele provavelmente viu Noé construir a arca e ouviu seu neto contar o que Deus iria fazer com a humanidade. 

Em Cristo;


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