Gênesis 14:20-24 – A primeira menção do dízimo na Bíblia


Gênesis 14:20-24 - A primeira menção do dízimo na Bíblia

Está é a primeira menção do dízimo na Bíblia. Abraão toma uma atitude impressionante, deu a Melquisedeque a décima parte de tudo o que havia trazido de volta.

A primeira menção do dízimo na Bíblia

V-20.

Dar o dízimo do que foi tomado dos inimigos foi um reconhecimento do sacerdócio divino de Melquisedeque e prova que Abraão conhecia bem o sagrado requisito de dar dízimo.

Esta é a primeira menção do dízimo na Bíblia, um conceito que será repetido muitas vezes tanto através do AT como do NT como um requisito divino.

Mas, o fato de Abraão dar o dízimo mostra claramente que este requisito não foi um recurso posterior e temporário para sustentar o sistema de sacrifícios, senão que foi uma prática instituída, divinamente desde os tempos mais remotos.

Ao devolver ao Senhor uma décima parte de seus rendimentos, o cristão reconhece que Deus é o dono de todas suas propriedades. Com este ato, o pai da fé deu um exemplo para todos os que desejam servir a Deus e participar das bênçãos divinas.

O escritor de Hebreus viu isso como um ato altamente significativo de Abraão e se esforça para estabelecer qual era esse significado. Hebreus 7:4

O significado do dízimo

O significado do dízimo era uma espécie de reverência a um maior por um menor. Nisto, o menor reconheceu que o maior lhe dera a vitória.

Parece que o autor de Hebreus vê o mesmo significado no dízimo de Abraão como no dízimo levítico posterior, porque os vincula. E ele usa o dízimo para estabelecer a ascendência do sacerdócio de Melquisedeque sobre a de Levi: Hebreus 7:10  

Qual é a melhor maneira de reconhecer Deus como a fonte de nossa riqueza? Muitas pessoas só agradeceriam, mas Abraão deu o dízimo.  

Era quase como se Abrão e Melquisedeque trabalhassem para ver quem poderia abençoar mais o outro. 

Melquisedeque abençoou Abrão com seus recursos, e Abrão abençoou Melquisedeque com seus recursos.

Essa é uma grande atitude para termos na comunidade de crentes, uma atitude de bênção mútua.

Os despojos não aceitos

V-21.
Após ouvir o diálogo de Abraão e Melquisedeque, o rei de Sodoma apresentou um pedido de libertação de seus súditos a Abraão.    

_ Olá amigo, você pode ficar com os despojos, más por favor, me devolva somente as pessoas.

O rei de Sodoma sabia bem que “ao vencedor pertencem os despojos”. Além disso, ele já havia testemunhado um décimo dos bens sendo entregues ao rei de Salém.

A melhor pechincha que este pagão poderia esperar fazer pedir que Abraão devolvesse. Segundo os costumes da época, registrados no código de Amurabi, Abrão como resgatador, tinha direito a tudo!

Era uma grande tentação para Abrão. E quão tentadora essa oferta deve ter sido para Abrão. Por todos os direitos, e mesmo a pedido do rei de Sodoma, os despojos eram dele.

Mas, de certa forma, era uma justificativa poética. Ló havia escolhido Sodoma por sua promessa de bênçãos materiais. Parece que Ló havia conseguido o melhor de Abrão, e agora Deus o devolvia a Abrão, a quem as posses deveriam pertencer.

Abraão da uma lição no Rei de Sodoma

V-22.
Mas Abrão respondeu:

_ Eu levanto a mão diante do SENHOR, o Deus Altíssimo, criador do céu e da terra…

Ao fazer isto, invocou ao mesmo “Deus Altíssimo” em cujo nome Melquisedeque o tinha abençoado, indicando assim que o Deus de Melquisedeque, dono do céu e da terra, era também seu Deus.

_ E juro que não ficarei com nada do que é seu, nem um fio de linha ou uma tira de sandália.

As palavras de Abrão devem ter sido um choque ainda maior para o rei de Sodoma do que seu ato de compartilhar os despojos com Melquisedeque.  

Nunca me esqueço de uma frase que li em um curso bíblico, “o dízimo é o antídoto para o materialismo”.  

Lembram como Abraão foi tão generoso em seu trato com seu sobrinho? Ele agora demonstra o mesmo espírito de generosidade para o rei de uma cidade ímpia. Não só devolveu todos os homens, as mulheres e as crianças que tinha resgatado como também todos os despojos da guerra que estavam em suas mãos.

Todavia, quando Abraão não aceitou os despojos que lhe foi oferecido, certamente o rei de Sodoma, demonstrou ter uma esperança mais elevada nos filhos de Deus, do que o que motivava a vida dos filhos deste mundo.    

A grande vitória  

E disse mais;

_ Olha, não quero nada para mim, a não ser a comida que os meus empregados comeram. Mas os meus aliados Aner, Escol e Manre podem ficar com a parte deles.

A única coisa que Abraão não pôde devolver foi àquela porção dos despojos que seus servos tinham usado como alimento e o que pertencia a seus aliados.

Aner, Escol e Mame pertenciam ao grupo de aliados de Abrão (v. 13). Não estavam incluídos na decisão pessoal de Abrão (de não tomar nada do que foi despojado para si).  

Abraão ambicionava um plano mais elevado, sua preocupação era glorificar a Deus, e podia se permitir desdenhar dos bens mundanos, pois sua riqueza estava nas mãos de Deus. E finalizando, Abraão disse;

_ Assim você nunca poderá dizer: “Foi eu que fiz com que Abrão ficasse rico.”

Portanto, ele não queria que o ímpio levasse o crédito das bênçãos que Deus havia lhe dado.    

Meus amigos, quanto mais eu estudo sobre Abraão, cada vez mais eu fico impressionado com a vida deste homem! 

Os filhos da fé se distinguem por sua grandeza de pensamento e de seus propósitos que os capacitam para viver acima deste mundo.

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Leia na postagem anterior

A seguir A proteção de Deus, a insegurança de Abraão e salvação pela fé.


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