Abraão pede a Deus uma garantia! Gênesis 15:7-12


Abraão pede a Deus uma garantia! Gênesis 15:7-12

Abraão pede um sinal a Deus como garantia, uma espécie de acordo ou contrato, comum para a época. Por isso, Deus então, manda Abraão sacrificar alguns animais. Estudo bíblico e comentário de Gênesis 15:7-12

V-7.
No dia seguinte o SENHOR continua seu diálogo com Abraão e lhe diz:

_ Eu sou Deus, o SENHOR; foi eu que o tirei da Babilônia, da cidade de Ur, a fim de lhe dar esta terra para ser sua propriedade.

Pela primeira vez Deus usa o título “EU SOU” e pela terceira vez Deus assegurou a Abraão que tinha de possuir toda a terra de Canaã. Porém, sua condição não tinha mudado desde que entrou pela primeira vez em Canaã. Ainda estava sem filhos e sem a terra definitivamente.

Deus repetiu a promessa a intervalos, e Abraão a aceitou sem nunca ver um sinal visível de seu cumprimento.

Continuava errante e sem lar como tinha estado quando chegou da Mesopotâmia, e ainda não tinha filhos. Era natural que certas dúvidas surgissem em sua mente.

A sinceridade na oração

V-8.
Como se tivesse falando com um amigo, Abrão continuou sendo sincero com o que pensava;

_ Ó SENHOR, meu Deus! Como posso ter certeza de que esta terra será minha?

A pergunta de Abraão não era um sintoma de incredulidade ou dúvida, senão a expressão de um anseio cordial de ver o cumprimento das promessas de Deus. Abraão só estava pedindo a Deus uma garantia.

Deus, que vê o coração e responde de acordo com o que vê, reconheceu o direito de seu fiel servo Abraão de procurar uma plena segurança para sua fé. O problema é que Abraão não possuía títulos de propriedade, nenhum certificado de propriedade para comprovar que essas terras eram dele. 

Abrão não tinha como fazer alguém acreditar que ele realmente possuía a terra. Tudo o que ele tinha era a promessa de Deus.

Deus atende o pedido de garantia a Abraão

V-9.
_ Abraão traga para mim uma vaca, uma cabra e uma ovelha, todas de três anos, e também uma rolinha e um pombo.

Deus fez um pacto solene com Abraão, numa forma usual entre os antigos.
Os animais que Deus pediu que Abraão usasse eram precisamente os que mais tarde prescreveu Moisés como animais para os sacrifícios.

Abrão sabia exatamente o que fazer com esses animais. De acordo com o costume de seu tempo, Deus queria preparar com esse sacrifício, uma espécie de contrato para a assinatura. Um acordo entre as duas partes.

Segundo consta, era costume na antigüidade, para ratificar uma aliança, partir um animal pelo meio, colocando as duas partes lado a lado, para que os participantes caminhassem pelo meio (Jeremias 34:18-20).

V-10.
Quando Abrão teve suas dúvidas e queria garantia do Senhor, Deus disse-lhe claramente: “Vamos assinar um contrato e resolver isso de uma vez por todas”.

Abrão levou esses animais para o SENHOR, cortou-os pelo meio e colocou as metades uma em frente à outra, em duas fileiras; porém as aves ele não cortou.

Desta maneira ficava implícito, que o que aconteceu aos animais, aconteceria com aquele que quebrasse a aliança.

Que maravilhosa graça o nosso Poderoso Deus demonstrou quando se diminuiu em fazer este tipo de aliança com Abraão.

O Senhor tem sempre dado ao homem a certeza de Suas intenções em manter Suas promessas.

Abraão luta com os abutres

V-11.
Depois de Abraão pedir a Deus uma garantia, e de ter feito a sua parte, colocando os animais sacrificados, ficou aguardando o sinal de Deus. No entanto nada aconteceu durante o dia todo, então Abrão pacientemente espantava os urubus que começaram a descer sobre os animais mortos.

Por isso, Abraão caminhou reverentemente entre as partes cortadas do sacrifício de acordo com o costume e sentiu que era seu dever proteger os cadáveres para que não fossem rasgados e devorados. O dia inteiro ele protegeu os animais sacrificados das aves famintas.

Mas enquanto Abrão esperava que o Senhor aparecesse e passasse pelas carcaças com ele (para assinar o pacto), Deus não veio imediatamente. Ele teve que esperar e lutar contra os abutres até que Deus parecesse concluir a cerimônia da aliança.

Isto nos ensina a necessidade de vigilância em nosso relacionamento com Deus. Nossas orações e alianças com Deus exigem que gastemos tempo diante do Senhor, até que recebamos evidências de que fomos ouvidos [II Coríntios 12:8-9].

O objetivo de usar animais nos acordos

V-12.
Acima de tudo, a função dos animais abatidos aqui não era a de sacrifício, mas a ratificação (confirmação) de uma aliança. 

O ritual em vista aqui foi realmente usado na antiguidade por numerosos povos antigos como meio de garantir a execução de acordos. 

Não havia necessidade de Deus fazer isso; e, evidentemente, isso foi motivado por causa da pergunta de Abrão sobre como ele poderia “realmente saber” que herdaria a terra. 

Sem ainda ter recebido nenhuma prova da parte de Deus, como garantia da promessa sobre a terra prometida, Abraão viu a noite chegar. Cansado, caiu num sono profundo. De repente, acordou, e o medo e o pavor tomou conta dele.

E não era para menos, este pavor que veio sobre Abraão, iria destacar a severidade trágica da revelação que ele estava para receber…

Em Cristo

Leia na postagem anterior: A primeira menção do dízimo na Bíblia

A seguir: A terrível revelação


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