Gênesis 25:25-28 – Esaú x Jacó


Gênesis 25:25-28 - Esaú x Jacó

Como tantos irmãos em uma família normal, “Jacó x Esaú” eram muito diferentes um do outro em sua personalidade, gostos e, como às vezes é o caso, os pais podem ter um filho favorito.

O parto agitado de Esaú e Jacó

V-25,26. Passado todo período de gestação, enfim, chegou o dia do tão aguardado parto.

O primeiro a nascer era ruivo e todo coberto de pelo, por isso o chamaram de Esaú.

Naquele tempo, as circunstâncias que cercavam o nascimento de uma criança, eram responsáveis ​​por seus nomes. 

Esaú se referia à pelagem e cor do cabelo do primogênito. 

O segundo a nascer foi chamado de Jacó, que se referia à maneira como ele estava segurando o calcanhar de seu irmão. Além disso, a ideia de um “agarrador de calcanhar” significava algo naquela época. Tinha a ideia de “trapaceiro”, “vigarista”, “canalha” ou “patife”. Portanto, não foi um elogio.

Esaú poderia ter hipertricose

Supatra Sasuphan

A Bíblia relata que Esaú, o primeiro filho nascido de Isaque e Rebeca nasce “todo coberto de cabelos”, sugerindo um diagnóstico de hipertricose lanuginosa congênita. O que é hipertricose?

Supatra Sasuphan, uma garota tailandesa de seis anos sofre de uma rara anomalia. Ela tem a síndrome de Ambras ou Hipertricose Congênita, caracterizada pelo excesso de pelos que cobre todo o rosto da menina e partes do corpo.

Yu Zhenhua

Existem menos de 40 casos desta alteração genética em todo o mundo.

Um outro caso é o de Yu Zhenhuan, portador da Hipertricose Congênita Generalizada e atualmente é considerado o homem mais peludo do mundo com 96% do seu corpo coberto por pêlos. Leia mais sobre esse assunto no artigo “A síndrome do lobisomem, a Hipertricose e a Bíblia!”.

Mais tarde, veremos realmente uma grande evidência de que Esaú era portador de Hipertricose, quando Rebeca disfarça o braço e o pescoço de Jacó com pele de ovelha, dada a quantidade de pelos de Esaú.

As diferentes personalidades de Jacó e Esaú

V-27,28. O tempo passou e os meninos cresceram e se tornaram homens. Além dos eventos em torno do nascimento dos gêmeos, dois fatores tiveram grande influência no relacionamento dos dois meninos. 

Primeiro, os meninos tinham disposições muito diferentes. Esaú parece ter sido um homem masculino do tipo ao ar livre, que adorava fazer as coisas pelas quais um pai podia se orgulhar.

Ele era um caçador habilidoso e sabia como viver ao ar livre. Em nossa cultura, acredito que Esaú seria um herói no futebol, no ensino médio e na faculdade. Ele era um homem macho de verdade, o tipo de filho que um pai se encheria de orgulho ao conversar entre seus amigos.

Jacó era completamente diferente. Enquanto Esaú parece ter sido agressivo, ousado e extravagante, Jacó parece ser exatamente o oposto: quieto, pensativo, mais interessado em ficar em casa do que em se aventurar e realizar grandes conquistas físicas. 

Não que ele não tivesse ambição de avançar, muito pelo contrário; mas Jacó não conseguia ver o sentido de rastrear o deserto apenas para caçar. 

Na zona de conforto de sua barraca, Jacó podia pensar mentalmente em como seguir em frente sem sujar as mãos e sem correr riscos como o trouxa de seu irmão peludo.

O amor dividido entre os pais

O segundo fator que tendia a separar os dois filhos era a lealdade dividida entre os pais. Isaque parece ter sido do tipo que trabalhava ao ar livre; pelo menos ele se agradava do estilo selvagem que Esaú tinha. Esaú era o tipo de filho que Isaque podia orgulhosamente levar com ele aonde quer que fosse. 

Rebeca, por outro lado, se agradava mais de Jacó. Ela provavelmente achava que Esaú era bruto e inculto. Por outro lado, Jacó era uma pessoa muito mais refinada e gentil. O tipo de filho de quem uma mãe se orgulharia. 

Além disso, Jacó provavelmente passou mais tempo em casa do que Esaú. Cada um dos pais parece ter se identificado demais com um filho em particular, criando assim divisões que seriam devastadoras. 

Esse favoritismo também provocou desarmonia entre Isaque e sua esposa. Mais tarde, Rebeca vai conspirar com Jacó para enganar o próprio marido (capítulo 27).

Em Cristo;


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