Gênesis 25:32-34 – Quanto vale uma primogenitura?


Gênesis 25:32-34 - Quanto vale uma primogenitura?

Vamos ver nesse estudo, quanto vale uma primogenitura na mente de Esaú e os efeitos causados por essa atitude irracional e prematura. Também veremos a falta de fé de Jacó em querer garantir, algo que Deus já lhe tinha confirmado.

Quanto vale uma primogenitura?

V-32. Vimos no estudo anterior que Esaú estava azul de fome, não conseguia pensar em nada a não ser em devorar um prato da comida que lhe seduzia. Então irresponsavelmente disse a seu irmão:

– Está bem. E com certo exagero continuou; Eu vou morrer de fome se não conseguir alimento imediatamente. Neste caso que valor tem para mim esses direitos de filho mais velho? Agora me dá esse rango aí.

O pensamento de Esaú não era que ele estivesse com tanta fome que morreria sem comida. De fato, era um grande exagero. Em vez disso, a ideia dele era: “Eu morrerei um dia de qualquer maneira, então, de que me serve essa primogenitura?”

Com isso, sendo indiferente às bênçãos que iam ser suas, Esaú as considerou de forma leviana e se fez indigno delas.

V-33. Meio desconfiado Jacó ainda exigiu;

– Então jure primeiro.

– Juro, juro! Agora me dá aí esse negócio vermelho pra eu comer, que eu tenho que voltar pra minha caça.

Jacó agiu conforme o caráter de seu nome, ou seja, agindo como um ladrão de oportunidades. Com isso, ele estava agindo como um verdadeiro canalha ou um patife, ao tirar vantagem de seu próprio irmão.

E assim Esaú passou a Jacó os seus direitos de filho mais velho.

Jacó tinha sua parte de culpa ao tramar para ganhar algo que Deus já lhe havia prometido. No entanto, devemos lembrar que a maior culpa era a de Esaú, que desprezou sua primogenitura .

Quanto vale a satisfação momentânea do apetite?

O filho de uma primogenitura, recebia uma porção dupla da herança, e ele também se tornaria o chefe da família e o líder espiritual após a morte do pai. Isso era valioso. 

Nesse sentido, Esaú pensava pouco sobre a importância de uma herança espiritual ligada à primogenitura. Ou seja, ele valorizava apenas as coisas materiais.

Portanto, uma primogenitura espiritual nada significava para ele quando seu estômago estava vazio. O mesmo acontece com muitas pessoas que também valorizam pouco as coisas espirituais.

Essas pessoas, ainda estão vendendo suas bençãos espirituais, em troca de um prato de prazeres desse mundo material.

Espiritualmente falando, muitos hoje desprezam o direito de uma primogenitura espiritual. Efésios 1: 3-14, nos mostra um tesouro de riquezas que são nossas por direito, por ocasião da primogenitura que temos em Jesus.

É difícil defender a conduta de Jacó nesta transação. Sua atitude e palavras revelam premeditação. É um erro perigoso e às vezes fatal querer se antecipar a Deus, o qual a seu devido tempo cumprirá o propósito divino.  

O caráter de Esaú como profanador primogenitura (de acordo com Hebreus 12:16) mostra que Deus estava inteiramente correto ao escolher Jacó em vez de Esaú, antes do nascimento, para continuar o direito de primogenitura, mesmo que Jacó fosse mais jovem e também com um caráter duvidoso. Ou seja, Jacó, era o menos pior dos dois.

Esaú sai como se nada tivesse acontecido

V-34. Satisfeito com o juramento, Jacó entregou ao irmão um pão e o ensopado de lentilhas. Esaú comeu com pressa, levantou-se e voltou para o campo.

Foi assim que ele desprezou os seus direitos de filho mais velho. Para Esaú a única coisa de valor era a satisfação momentânea do apetite; as bênçãos espirituais futuras pareciam remotas e irreais.

Ele se mostrou insensível às coisas espirituais. Não se interessou em nada senão na satisfação do desejo físico. Como um animal irracional, baseou suas decisões tão-só na satisfação das necessidades do momento.

Será que a conduta de Jacó pode ser justificada? Será que ele se arrependeu? E Esaú, será que ele merecia um castigo mais severo? E será que ele se arrependeu também da besteira que fez?

Veremos nos próximos estudos.

Em Cristo;


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