Gênesis 27: 5-17 – O plano para enganar Isaque


Gênesis 27: 5-17 - O plano para enganar Isaque

Mesmo após a promessa de Deus quanto a Jacó, ele e sua mãe Rebeca estavam prestes a por em ação o plano para enganar Isaque.

O plano para enganar Isaque  

Deus havia anunciado a Isaque que Esaú serviria a Jacó (Gênesis 25:23) e Jacó havia adquirido o direito à primogenitura de Esaú (capítulo 25:33); nesta postagem, veremos a maneira como Jacó passou a perna em Isaque a fim de ser abençoado por ele.  

O relato aqui não nos diz especificamente que Rebeca espionou Isaque e Esaú em algum sentido inapropriado. A sensação de que ela estava planejando e espionando está aqui, mas é possível que ela tenha ouvido casualmente essa importante conversa. Quando Esaú foi ao campo caçar, Rebeca estava pronta com seu plano.

V-5-7. Quando Esaú saiu para caçar, Rebeca disse a Jacó:  

– Escutei agora mesmo uma conversa do seu pai com o seu irmão Esaú. O seu pai disse assim:  

“Vá caçar um animal e prepare uma comida saborosa para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção na presença de Deus, o SENHOR, antes de morrer.”  

Parecia a ela que a escolha que Deus tinha feito de Jacó estava por ser desvirtuada.Indubitavelmente ela chegou à conclusão de que nem a razão nem os argumentos mudariam o pensamento de seu esposo.

Sentindo que Deus precisava desesperadamente de sua ajuda, Rebeca tomou o problema em suas mãos. Recorreu a uma injustiça com a esperança de endireitar outra.  

Rebeca apoia Jacó

V-8. A ela a crise lhe parecia real e urgente. Ao enviar Esaú ao campo a procura de caça, tinha iniciado o processo de transferência, que quando se completasse, seria irrevogável.  

Que devia fazer ela?  

– Então essa é sua chance, meu filho, escute bem e faça o que eu vou dizer.- Vá ao lugar onde estão os nossos animais e traga dois cabritos dos melhores.  Eu vou preparar uma comida saborosa, como o seu pai gosta, e você vai levá-la para ele comer. Depois o seu pai vai abençoar você, antes que ele morra.  

V-11,12. Aí Jacó disse à mãe:  

– Mas mãe, como é que o pai vai acreditar que eu sou o Esaú? O meu irmão é muito peludo, e eu não. Se o meu pai me apalpar e descobrir que sou eu, ele vai saber que eu estou tentando enganá-lo. Então ele vai me amaldiçoar em vez de me abençoar.  

Jacó não parecia hesitar em enganar seu pai: o que o preocupava era a possibilidade de ser apanhado no ato.  

A natureza humana degenerada se preocupa menos com o pecado do que com suas conseqüências.  

Rebeca mostra estar ciente do que faz

V-13. Mas a mãe respondeu:  

– Nesse caso, que a maldição caia sobre mim, meu filho. Faça exatamente o que eu disse: vá e traga os cabritos para mim.  

Rebeca estava tão decidida em seu proceder como Isaque no seu. Estava tão segura do sucesso de seu plano que não temia a possibilidade de uma maldição.  

V-14. Jacó foi, pegou os cabritos e os levou à mãe, e ela preparou uma comida saborosa, como Isaque gostava  

V-15,16. Depois Rebeca pegou as melhores roupas de Esaú e fez com que Jacó as vestisse. Para dar o toque final, pegou a pele dos cabritos e com elas cobriu os braços e o pescoço do filho.  

Não se tratava da variedade comum européia, cuja pele era completamente inadequada para um engano dessa classe, tratava-se dos cabritos de pele parecida ao do camelo do Oriente, cujo pelo negro é semelhante à seda às vezes se usava como substituto do cabelo humano.  

Durante anos, Jacó tinha feito planos para obter a tão sonhada bênção, e agora que ela estava ela estava escorregando entre seus dedos, mas precisou só uma pequena insinuação da parte de Rebeca para transformar sua vacilação em ativa cooperação.  

Portanto, seus próprios desejos não santificados o converteram numa fácil vítima nas garras do tentador.  

– Pronto, filho, agora vai lá levar o guisado para o seu pai, duvido que ele não caia nessa.  

Jacó pegou o guisado e levou para a tenda de Isaque…

Em Cristo;


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