Gênesis 42:10-26 – O Encontro de José e seus irmãos – parte II


Gênesis 42:10-26 - O Encontro de José e seus irmãos – parte II

O Encontro de José e seus irmãos – parte II  

V-10-14. O temor os induziu a reter seu orgulho e asseguraram sua completa inocência; _

– De modo nenhum, senhor. Nós, os seus criados, viemos apenas para comprar mantimentos e já estamos de saída.

Quando perceberam que a pretensão de se mostrarem como homens honrados não impressionou ao senhor egípcio, contaram então mais especificamente sobre a sua família. E assim trataram de provar sua inocência;

– Somos filhos de um mesmo pai. Nós não somos espiões, senhor! Somos gente honesta.

– Mentira deslavada! Olha, um com mais cara de espião que o outro! Vocês vieram para ver os pontos fracos do nosso país.

– Nós moramos em Canaã. Somos ao todo doze irmãos, filhos do mesmo pai. Mas um irmão desapareceu, e o mais novo está neste momento com o nosso pai.

– É como eu disse: vocês são espiões.

Já que todos pertenciam a uma família que dificilmente poderia trazer um ataque hostil contra todo um reino, não havia uma verdadeira razão para suspeitar que fossem espiões, caso José não os conhecesse.  

V-15-17. José aceitou a objeção, mas insistiu em que provassem o que diziam.

– E o jeito de provar que vocês estão dizendo a verdade é este: enquanto o irmão mais moço de vocês não vier para cá, vocês não sairão daqui. Isso eu juro pela vida do rei!

_ Impossível senhor, nosso pai não vai permitir! _ Um de vocês irá buscá-lo, mas os outros ficarão presos até que fique provado se estão ou não dizendo a verdade. Se não estão, é que vocês são espiões. Então eu os mato!

Dito isso, mandou prender os irmãos até que decidisse qual dos dez voltaria para pegar Benjamim.

V-18-20
Depois de três dias, José modificou sua atitude severa e foi falar com eles. _ Olha, Eu sou uma pessoa que teme a Deus, portanto, vou deixar que vocês fiquem vivos. Eu estive pensando e vou fazer o contrário: Se de fato vocês são pessoas honestas, que um de vocês fique preso aqui e os outros nove voltem para buscar o irmão que falta, levando os mantimentos que comprarem. Tudo bem? Esse “tudo bem?” foi, obviamente, uma pergunta retórica.

Quem eram eles para questionarem uma decisão do governador do Egito? V-21,22 Quando compreenderam que o governador do Egito não os castigaria ou os mataria por uma mera suspeita, senão que os julgaria justamente, suas consciências começaram a pesar. O governante de todo Egito tinha compaixão de sua família que sofria fome em Canaã, ao passo que eles tinham tentado deixar a seu próprio irmão numa cisterna para que morresse de fome.   À medida que estes e outros pensamentos similares passavam por sua mente, foram induzidos a reconhecer sua culpabilidade.   Sua própria desgraça lhes fez lembrar a angústia de seu irmão. _ Tá vendo? -Disse um dos irmãos – Isso é castigo pelo que fizemos com José há vinte anos. _ Eu bem que avisei – Respondeu Ruben – Falei para vocês não fazerem mal ao menino. Mas vocês me ouviram? Nãaaaao. E agora temos que pagar. Ô, vida!

V-23-26
Começaram então a discutir e jogar uns sobre os outros a culpa pelo que tinham feito ao irmão.

Nem se importavam com a presença de José, pensavam que não estava entendendo nada, mesmo porque ele só falava com eles através de um intérprete.

Más José ouviu tudo, então saiu disfarçadamente da presença deles e chorou. Suas lágrimas transbordavam de um coração cheio de compaixão e não de vingança.

Ele era verdadeiramente um homem espiritual. Ao lado do seu espírito de perdão, José também possuía uma força de caráter. Ao invés de parar e abraçar seus irmãos, ele continuou a executar seus planos. Depois de muito chorar, voltou ao cárcere para anunciar sua decisão. Passando por alto a Ruben  que comparativamente não tinha culpa, José escolheu a Simeão, o principal instigador do ato cruel a que José foi submetido.   A crueldade de Simeão tinha se manifestado em outras ocasiões também, como quando ele e Leví tinham exterminado aos siquemitas, lembram? Quando Simeão foi preso diante dos olhos de seus irmãos, eles se viram obrigados a lembrar o que tinham feito a José.

O próprio José esperava que a compaixão deles por Simeão os animasse a voltar o mais rápido possível com Benjamin. Depois de mandar amarrar Simeão na frente dos outros, ordenou aos servos que botassem o dinheiro dos irmãos de volta em suas sacolas de mantimentos, sem que eles percebessem. Feito isso, os nove irmãos carregaram os jumentos e partiram de volta para Canaã.   Uma dúvida; Por que José devolveu o dinheiro deles? Será que ele pensou que eles precisariam de dinheiro em virtude da fome que assolava a terra? Continuamos na próxima postagem. Em Cristo!


Número de visualizações do artigo: 33