Êxodo 12:1-11 – Deus explica a Páscoa


Êxodo 12:1-11 - Deus explica a Páscoa

Deus explica a Páscoa

V:1. Nesta postagem temos o relato de uma dos maiores símbolos de redenção das Escrituras.

O SENHOR Deus deu a Moisés e Arão no Egito as primeiras instruções da lei que mais tarde seriam concluídas no monte Sinai.

– Moisés, preste atenção, a partir de agora, esse mês em que estamos, passará a ser o primeiro mês do calendário de vocês.

O mês da páscoa era a marca de um novo começo para Israel. Dali em diante, este mês, que vinha sendo o sétimo mês do ano velho, passaria a ser o primeiro do novo ano sagrado de Israel.

Funcionou da mesma forma como o nosso calendário conta os anos a partir do nascimento de Cristo.

V-2. Todo dia dez, cada pai de família escolherá um carneirinho ou um cabrito para a sua família, isto é, um animal para cada casa.

V:3-4. – Se a família for pequena demais para comer o animal inteiro, então o dono da casa e o seu vizinho mais próximo o comerão juntos, repartindo de acordo com o número de pessoas e a quantidade que cada um puder comer.

V:5. – Atenção para o detalhe: Este cordeiro terá que ser macho, com um ano de idade, sem nenhum defeito.

Este animal com sua natureza branda e inofensiva é freqüentemente usada nas Escrituras como uma figura de Cristo Jesus.

A ausência de defeitos e danos não só correspondia com o sagrado propósito ao qual se dedicavam os animais, mas era também um símbolo da integridade moral representado.

V:6. – Vocês vão pegar o cordeiro e guardar até o dia 14, tempo suficiente para examinar se há nele algum defeito, depois ele será morto.

V:7. – Pegarão um pouco do sangue e o passarão nos batentes dos lados e de cima das portas das casas onde os animais vão ser comidos.

Não era suficiente apenas a morte do cordeiro. O sangue deveria ser aplicado á porta a fim de que tudo atrás dela fosse salvo.

Quando o anjo da morte passasse, não seriam as boas obras da família, mas o sangue nas ombreiras da porta que os salvaria. No Egito os israelitas não tinham um altar comum, e por essa razão foram consagradas as casas em que se reuniram para a páscoa, e preservados os indivíduos que se encontravam nelas quando passou o destruidor.

Depois que se estabelecessem na terra de Canaã, devia ser sacrificado o cordeiro Pascoal, e celebrada a páscoa, por todo o povo num lugar que Deus escolheria.

V:8. – Nessa noite a carne deverá ser assada na brasa e comida com pães sem fermento e com ervas amargas.

O cordeiro assado devia comer-se com pães sem fermento, pois o fermento produz fermentação, um símbolo natural de impureza e corrupção moral.

V:9. – A carne não deverá ser comida crua nem cozida. O animal inteiro, incluindo a cabeça, as pernas e os miúdos, será assado na brasa.

A preparação do cordeiro inteiro sem cortá-lo ou quebrá-lo, simbolizava o fato de que o corpo de Jesus não teria de ser quebrado também quando fosse sacrificado. Veja na sua Bíblia o que João escreveu a este respeito em (João 19: 33, 36).

V:10. – Não deixem nada para o dia seguinte e queimem o que sobrar.

Toda a carne tinha de ser consumida em um só momento para que não se estragasse ou se contaminasse. Era um símbolo de que o corpo de Cristo não ia ver corrupção.

V:11. – E vocês vão ter que comer vestidos para viagem, e com pressa de ir embora. Esta é a Páscoa de Deus, o SENHOR.

A páscoa era o sacrifício de um cordeiro no lugar do primogênito. Não somente a natureza da morte substitutiva de nosso Senhor foi ilustrada, mas também muitos detalhes da redenção foram trazidos á luz.

O melhor de tudo é que o apóstolo Paulo não deixou lugar para que ninguém questionasse a intenção divina de fazer deste evento uma figura que se associasse a salvação através de Cristo. Veja o que ele escreveu em I Coríntios 5:7.

Em Cristo;


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