Êxodo 15:23-26 – A água amarga.


Êxodo 15:23-26 - A água amarga.

A água amarga.

A marcha durara três dias e nada de água para reabastecer, o que fez sofrer tanto as pessoas como aos animais. Era, indispensável que durante a caminhada em direção a terra prometida se encontrassem poços ou vertentes de água a certos intervalos.

De todos os animais domésticos usados naquela época, o burro era o animal de carga mais usado para viajar pelo deserto.

Os burros podem viajar durante quatro dias sem água, mas o gado que os israelitas possuíam em grande quantidade não podia viver sem beber água como os burros. Por esta razão uma marcha de três dias sem achar água era o limite do que podia suportar o gado sem perecer.

Em fim chegaram a um lugar chamado Mara, onde havia algumas fontes de água. Quando avistaram as fontes o povo vibrou e gritou de alegia

– ÁGUA! ÁGUA! BENDITO SEJA O SENHOR, O DEUS DE ISRAEL!

O humor deles melhorou só de pensarem em quanto se refrescariam. Seus temores quanto à segurança de suas famílias e seus rebanhos acabaram. No entanto, a esperança se esvaiu quando experimentaram a água…

– HARRR! O QUE É ISSO? A ÁGUA ESTÁ AMARGA, NÃO DÁ PARA BEBER!

É por isso aquele lugar era chamado de Mara, entenderam? O ser humano é até capaz de beber água de sabor desagradável quando sua sede é grande certo?

Mas no caso deles havia um limite do qual não conseguiram suportar. A água era ruim mesmo! Hoje em dia ainda existem algumas fontes de águas amargas nessa região, e para você ter uma ideia, até os animais dos beduínos se recusam beber a água de certos poços amargos do deserto de Arábia.

Em 1988 o explorador Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams encontraram uma fonte de águas amargas próximo ao Mar Vermelho. As fotos abaixo mostram o local.

Bom… Como Moisés era responsável por sua saída do Egito e era, seu líder, não deu outra, dirigiriam suas murmurações em primeiro lugar contra ele.

– MOISÉS, ESTAS ÁGUAS SÃO AMARGAS!!!

Vocês já perceberam que muitas coisas na história de Israel são chocantes? Essa por exemplo nos mostra em quão rapidamente a descrença surge mesmo após os atos poderosos de Deus.

Três dias depois, o louvor se tornou em murmuração. Isso exemplifica bem a natureza humana!

– E AGORA MOISÉS, O QUE VAMOS BEBER?

Nunca esqueçam prezados leitores que a resposta apropriada para a os problemas e necessidades é a oração, não a murmuração. A murmuração reflete sempre uma atitude de pecado e rebelião.

Deus com freqüência nos guia a situações que provam a nossa fé. As provações neste caso, não eram um sinal de que Deus os abandonou ou que Moisés estivesse errado.

Então Moisés, em voz alta, pediu socorro a Deus, e o SENHOR lhe mostrou um pedaço de madeira. Moisés jogou a madeira na água, e a água ficou boa para beber.

Após curar a água e satisfazer a sede física de seu povo, Deus lhe deu uma ordem e uma promessa relacionada com este milagre;

– Se vocês prestarem atenção no que eu digo, se fizerem o que é certo e se guardarem os meus mandamentos, eu não os castigarei com nenhuma das doenças que mandei contra os egípcios.

Eu sou o SENHOR, que cura vocês. O povo se deteve em Mara só o necessário para um rápido abastecimento.

Moisés, que tinha percorrido essas regiões antes e conhecia cada poço e cada corrente de água, provavelmente lhes assegurou que encontrariam um vale fértil a poucos quilômetros de Mara.

Agora já meio desconfiados, continuaram a marcha por mais uns 11 km até que chegaram a um lugar chamado Elim. Eu sei, vocês querem saber se havia água ali… Sim havia!   Se era boa para beber?   Vamos deixar isso para a próxima postagem.  

Em Cristo!


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