Levítico 1:5


A ministração do sangue – parte I

V:5
E o Senhor continuou com suas instruções;

_ Ainda com a mão sobre o animal a pessoa o matará ali na frente da Tenda Sagrada…

É impossível supor que uma pessoa normal pudesse sentir prazer ao fincar a faca numa vítima inocente, ainda que essa vítima fosse somente um animal.

Esta experiência deveria ser muito penosa e um tanto angustiante para o pecador, porque sabia que era o seu pecado o que fazia necessária essa morte.

De uma forma vívida via diante de aeus olhos os resultados do pecado.

Não só significava a morte, mas a morte de um ser inocente.

Que outro efeito podia ter esta cerimônia senão o de criar no transgressor o ódio pelo pecado e a solene resolução de não ter nada mais que ver com ele?

A primeira lição que Deus desejava ensinar a Israel mediante o sistema de sacrifícios era que o pecado gerava… a morte.

De vez em quando esta lição seria introduzida em seus corações.

A cada manhã e a cada tarde através de todo o ano eram oferecidos sacrifícios em favor da nação.

Dia após de dia o povo trazia suas ofertas pelo pecado e seus holocaustos ao santuário.

Em cada caso um animal era degolado e o sangue aplicado no lugar designado.

Em cada cerimônia e em cada serviço estava claramente impressa a lição: O pecado gerava… a morte.

Esta lição é tão necessária em nossos tempos como foi naquela época.

Pois alguns cristãos ainda hoje consideram exagerado tudo o que se diz sobre o pecado.

Pensam que é um aspecto passageiro da vida que será superado com a maturidade.

Outros consideram que o pecado é lamentável, mas inevitável.

Todos precisam que de forma permanente se grave em suas mentes a lição de que o pecado significa morte.

O Novo testamento declara especificamente que “a pagamento do pecado é morte”, mas muitos não captam a importância desta declaração.

Ter um conceito mais realista da inseparável relação entre o pecado e a morte ajudaria muito a apreciar e compreender o Evangelho.

Para o cristão isto encerra uma lição importante.

Nós éramos os culpados e Cristo não o era.

A contemplação da cruz em primeiro lugar nos deveria provocar um sentimento de culpa, logo uma repulsa pelo pecado, e finalmente uma profunda gratidão a Deus pela salvação que se faz possível por meio da morte.

Cristo morreu por mim.

Eu deveria ter morrido, porque eu pequei, e “a pagamento do pecado é morte”.

Mas Cristo morreu por mim, foi ao Calvário em meu lugar.

Quão adequada foi esta provisão!

E que maravilhoso amor!

Quem oferecia o sacrifício tinha concluído sua tarefa.

Tinha trazido seu sacrifício, tinha confessado seu pecado e tinha degolado a vítima.

Após isso começava a ministração do sangue.

Que veremos na próxima postagem…

Em Cristo!

A seguir: A ministração do sangue parte – 2


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