Números 9:1-23 – A segunda Pácoa


A segunda Pácoa

Números 9:1-23 
Então, como eu disse na postagem anterior, os israelitas tinham saído do Egito já fazia quase um ano, certo?
Não se dá o dia exato, mas é no mês em que se montou o Tabernáculo, o mês anterior ao censo.
E é exatamente sobre isso que Deus foi falar com Moisés:
_ Moisés?
_ Senhor?

_ Já vai fazer um ano que vocês saíram do Egito.

_ Hum…
_ A partir do pôr-do-sol do dia 14 deste mês vocês vão comemorar a Páscoa, de acordo com todas as suas leis e ordenanças.
_ Certo.
_ Então vá lá e avisa o povo.
Moisés tratou logo de lembrar aos israelitas que no dia 14 ia ter a comemoração da Páscoa.
Esta foi a segunda páscoa e a primeira depois da promulgação da lei.
Os israelitas fizeram tudo conforme o Senhor tinha ordenado a Moisés.
Mas alguns deles não puderam celebrar a Páscoa naquele dia porque se haviam tornado impuros por terem tocado num cadáver.
Por isso procuraram Moisés e Arão naquele mesmo dia;
_ Moisés?
_ Fala Arão…
_ Tem um pessoal aí fora querendo falar com a gente.
_ Vamos lá falar com eles…
Minutos depois…
_ E então, qual é o problema?
_ É… Hum… O problema é o seguinte… Nós nos tornamos impuros por termos tocado num cadáver, mas por que deveríamos ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao Senhor na ocasião própria, como os demais israelitas?
_ O que você acha Arão?
_ Pois é, eu não sei…
_ Bom, esperem até que eu saiba o que o Senhor ordena a respeito de vocês… Vou consultá-lo.
Mais uma vez, Moisés não ofereceu nenhuma solução sem procurar a direção divina.
Algumas horas depois…
_ E então Senhor, o que faço?
_ Diga aos israelitas que quando algum de vocês ou dos seus descendentes se tornar impuro por tocar algum cadáver ou estiver distante por motivo de viagem, ainda assim poderá celebrar a Páscoa do Senhor.
_ Entendi…
_ Eles devem tomar o cuidado pra não encostarem em nenhum cadaver até lá. Se alguém estiver impuro no dia da festa, deverá celebrar no dia 14 do mês seguinte. E a celebração deverá ser completa, com as ervas amargas, o pão sem fermento, o sangue no umbral da porta, tudo.
_ Entendi…
Desde o dia em que foi armado o tabernáculo, a tenda que guarda as tábuas da aliança, a nuvem o cobria, desde o entardecer até o amanhecer, tinha a aparência de fogo.
Era assim que sempre acontecia: de dia a nuvem o cobria, e de noite tinha a aparência de fogo.
E a partir de agora, sempre que a nuvem se levantasse de cima da Tenda, os israelitas partiriam e acampariam no lugar em que a nuvem parasse.
Conforme a ordem do Senhor os israelitas partiam, e conforme a ordem do Senhor, acampavam.
Enquanto a nuvem estivesse por cima do tabernáculo, eles permaneciam acampados.
Enquanto a nuvem ficava sobre o tabernáculo por muito tempo, os israelitas cumpriam suas responsabilidades para com o Senhor, e não partiam.
Às vezes a nuvem ficava sobre o tabernáculo poucos dias; conforme a ordem do Senhor eles acampavam, e também conforme a ordem do Senhor, partiam.
Outras vezes a nuvem permanecia somente desde o entardecer até o amanhecer, e quando se levantava pela manhã, eles partiam.
De dia ou de noite, sempre que a nuvem se levantava, eles partiam.
É extraordinariamente atraente o relato da forma em que dependeram os Israelitas da direção pessoal de Deus.
Deus escolheu a rota, os lugares de repouso e a longitude da permanência em cada um deles.
O sinal visível de sua presença no deserto deve ter sido grandemente animador, pois proporcionava um vigoroso incentivo para a fé.

E é justamente o que vai acontecer nas próximas postagens.

Em Cristo!

A seguir: O celular de Moisés.



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