Números 21: 8,9 – A serpente de bronze


Números 21: 8,9 - A serpente de bronze
 

A serpente de bronze

Números 21: 8,9

Moisés fez então uma serpente de bronze e a colocou num poste.

Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, permanecia vivo.

Quem, porém, em sua incredulidade não olhasse para a serpente e confiasse em outros remédios, morreria.

Era, portanto, necessário que o que fosse mordido tivesse fé suficiente apenas para olhar para a serpente.

Mas pêra aí…

O leitor pode estar pensando…

Isso não é culto a uma imagem?

Não, isso não é culto a serpente, nem veneração e nem adoração, e evidentemente Deus jamais admitiria.

Prova disso foi que, posteriormente, indivíduos idólatras e supersticiosos entre os israelitas começaram a adorar a serpente de bronze, quando, nos dias do rei Ezequias, essa figura de bronze foi destruída, por haver-se tornado um objeto idólatra (II Rs 18.4).

Ezequias a chamou de Neustã (pedaço de bronze), dando a entender que a tal serpente era metal e nada mais.

E mais de 1500 anos depois, em seu famoso diálogo com Nicodemos (Evangelho de João, capítulo 3), Jesus Cristo diria que assim como a serpente levantada no deserto salvou a vida de milhares de pessoas picadas pelas cobras, era necessário que ele fosse levantado (crucificado) para salvar a humanidade do pecado.

O Senhor Jesus nos explicou que, da mesma forma, quem crê nEle não perecerá, mas terá a vida eterna.

É suficiente que o pecador convicto olhe para Cristo (Hebreus 12:2), pela fé, para ser salvo da perdição, não há outra condição.

Mas, quem procurar se salvar por outros meios, nunca o conseguirá.

A serpente de bronze é um símbolo do pecado julgado e condenado.

A serpente de bronze é uma figura de Cristo feito pecado por nós (João 3:14, 15; 2 Coríntios 5:21), levando nossa condenação.

Historicamente, o momento foi quando Cristo bradou “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46).

Em Cristo!

A seguir: A rota dos israelitas depois do episódio das serpentes…

 

Número de visualizações do artigo: 34