Juízes 3:1-6 – Os Israelitas adoram outros deuses.


Os Israelitas adoram outros deuses.

Como vimos no capítulo anterior, alguns povos continuaram habitando Canaã ao lado dos israelitas.

Eram os filisteus, os cananeus, os sidônios e heveus que moravam nos montes Líbanos.

O povo de Israel se deixou influenciar por esses povos, ofereceram suas filhas para eles por mulheres e deram aos filhos deles as suas filhas e serviram a seus deuses.

Baal (amo, proprietário, senhor, possuidor) era o deus da chuva e da fertilidade em Canaã. O plural “baalins” (senhores) provavelmente inclui todas as falsas divindades da terra, pois cada localidade tinha o seu próprio “baal” (como as “nossas-senhoras”, adoradas em suas imagens com nomes e aparências diferentes em cada localidade).

Astarote é a forma plural de Astarte, a deusa fenícia companheira de Baal.

As astarotes eram ídolos adorados pelo povo cananeu, e também pelos israelitas durante os períodos em que se afastavam do SENHOR.

O profeta Jeremias informa que o povo se referia a esta deusa como a rainha do céu (Jeremias 44:18,19), título que também foi dado pelos católico-romanos a Maria, mãe terrena do Senhor Jesus.

O culto a esses falsos deuses e deusas incluía sacrifícios animais e mesmo, às vezes, humanos, bem como prostituição.

A religião Cananéia pode ter atraído os israelitas por causa da sua permissividade, a promessa de maior fertilidade tanto na família como nos animais, mas especialmente porque não exigia qualquer padrão moral.

Era suficiente agradar ao deus de sua preferência com ofertas e sacrifícios em seu altar, podendo depois comportar-se como bem entendessem. A prostituição de ambos os sexos era não somente permitida, mas era uma forma de adoração.

Em contraste, o culto ao SENHOR exigia pureza de vida, domínio próprio, amor a Deus acima de tudo, e amor ao próximo como a si mesmo.

O verdadeiro Deus exige obediência, abnegação e altruísmo, um sacrifício que a maioria da humanidade egoísta não está disposta a fazer.

E é neste cenário que os juízes, também chamados “libertadores”, foram levantados pelo SENHOR dentre o povo, impulsionadas pelo desejo de corrigir a infidelidade e a resultante opressão do povo pelos seus inimigos.

Mas isso é assunto para a próxima postagem…

Em Cristo!


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