O livro dos Juízes


Introdução:

Autor: Anônimo
Tema: Apostasia e Livramento
Data: Cerca de 1050 – 1000 a.C.

Escrito originalmente em hebraico, sua autoria é até hoje incerta, embora alguns afirmem que poderia ter sido profeta Samuel, durante o reinado de Saul, em torno de 1050 a.C.

Juízes retrata um período entre 1200 e 1020 AC, descrevendo a continuação da conquista da Terra Prometida e a vida das tribos até o início da monarquia.

Após a morte de Josué, Israel, uma nação recém-nascida, passou por um longo período de instabilidade política.

Era um tempo de democracia tribal e cheio de dificuldades, as tribos eram governadas por chefes que tinham um cargo vitalício (juízes menores); nos momentos de grande dificuldade surgem chefes carismáticos (juízes maiores), que unem e lideram as tribos na luta contra os inimigos.

Entretanto, os israelitas, que se encontravam na terra prometida, desviaram-se dos mandamentos divinos praticando a idolatria e que por isso chegaram a ser derrotados pelas nações vizinhas ou próximas que passavam a oprimir o povo.

Então os israelitas arrependiam-se e pediam a ajuda de Deus. Surgiam assim líderes, enviados por Deus, para resgatarem o povo de Israel dos inimigos e restabelecerem a obediência à lei mosaica.

Os juízes sucediam-se em rápida sequencia, e foram os chefes de Israel até a instituição da monarquia, com o rei Saul.

O livro dos Juízes é um dos mais interessantes de toda a Bíblia.

Nele encontramos, por exemplo, aquele que foi considerado um dos homens mais fortes que já existiu, um super herói: Sansão. É um livro repleto de aventuras, reviravoltas e muito sangue…

Longe de ser apenas uma narrativa de lutas e de derramamento de sangue, o livro de Juízes exalta a Deus como o grande Libertador de seu povo.

Mostra como ele expressou sua misericórdia e longanimidade incomparáveis para com o povo chamado pelo Seu nome, toda vez que recorria a ele com coração arrependido.

O livro de Juízes é de grande proveito em defender decididamente a adoração de Deus e em seus poderosos avisos acerca da tolice da religião demoníaca, do interconfessionalismo e das associações imorais.

A condenação severa que Deus pronunciou contra a adoração de Baal deve impelir-nos a nos resguardar dos seus equivalentes modernos: o materialismo, o nacionalismo e a imoralidade sexual.

Em Cristo!


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