2 Samuel 5: 1-5 – Israel aceita Davi como rei de Deus


Chegamos em 2 Samuel 5, ao ponto em Israel aceita Davi como rei de Deus e, ao mesmo tempo, ele finalmente obtém um lugar próprio.

Chegamos em 2 Samuel 5, ao ponto em Israel aceita Davi como rei de Deus e, ao mesmo tempo, ele finalmente obtém um lugar próprio.

De Jebus para Jerusalém

O local era conhecido como Jebus até o momento, e seus habitantes eram chamados de Jebuseus. Porém, a partir desse estudo, Jebus se tornará Jerusalém, Sião, a “cidade de Davi”.

No próximo capítulo, Jerusalém se tornará a morada de Deus, quando a arca da aliança for levada à cidade, onde Salomão mais tarde construirá o templo.

Este texto é climático para Davi e muito instrutivo para nós. Vamos olhar para o Espírito de Deus, a fim de aprender o que Ele tem para nos ensinar quando Davi encontrar “um lugar próprio”.

As quatro seções principais de 2 Samuel 5

Como resultado do meu estudo de 2 Samuel 5, agora entendo que há quatro seções principais que estudaremos nos próximos artigos que podem subdividir este capítulo:

1º – 5: 1-5 – Israel se submete a Davi como “rei de Deus”. Que veremos neste estudo.

2º – 5: 6-10Davi torna Jerusalém, a “cidade deDavi”. Veremos no seguinte estudo Bíblico.

3º – 5: 11-16A construção da casa de Davi (sua casa física e sua casa). Também em outro estudo Bíblico.

1º – 5: 17-25Davi derrota os filisteus. Em mais outro estudo Bíblico.

Israel toma a iniciativa ao escolher Davi como rei de Deus

Os israelitas estão em destaque nos versículos 1-3. Pois eles são os que vêm a Davi em Hebron e também os que o reconhecem e o ungem como rei.

Uma vez que reconheçamos que o povo é o que tomou a iniciaiva, devemos lembrar também que foi o povo o iniciador quando Saul se tornou seu rei.

Realmente não podemos compreender o significado da confiança dos israelitas para com Davi como um rei de Deus, sem ver esse evento em comparação e contraste com 1 Samuel 8: 1-22, onde o povo exigia um rei, e portanto, Saul foi dado a eles como seu primeiro rei.  

Um retorno a 1 Samuel 8

Você deve se lembrar que em 1 Samuel 8, Samuel estava velho, e seus filhos certamente não são substitutos ideais para o pai (8: 1-3). Aliás, seus filhos eram desonestos, abusando de sua autoridade como juízes em Berseba.

E assim, no versículo 4 do capítulo 8, os anciãos de Israel vêm a Samuel, exigindo que ele lhes dê um rei, “para julgá-los, como todas as nações“. Logo, Samuel fica muito angustiado com a demanda do povo, e Deus também fica descontente.   

Eles não estavam apenas rejeitando Samuel como seu juiz, estavam também rejeitando Deus como seu Rei (8: 7-8).

No entanto, Deus instruiu Samuel a alertá-los sobre o alto preço por terem um rei e depois dizer a eles que realmente terão seu rei.

O reinado de Saul

Nos capítulos 9 e 10, Saul é designado e ungido como o primeiro rei de Israel. No capítulo 11, Saul lidera Israel em guerra contra Naás e os amonitas, que sitiaram Jabes-Gileade e ameaçaram humilhar todos os seus habitantes arrancando o olho direito de cada cidadão (11:1-2).

Deus concede a Saul e Israel uma grande vitória sobre os amonitas, e o povo se alegra. Eles querem pôr as mãos naqueles que desprezaram Saul e matá-los (11: 12-13).  

Samuel coloca toda essa questão em perspectiva no capítulo 12. A demanda de Israel por um rei é um pecado contra Deus, pelo qual uma tempestade é enviada para destruir sua colheita de trigo (12: 12-18).

Em certo sentido, essa geração de israelitas que escolhe Saul, também é como seus antepassados que foram escravos. Por isso, a constante oposição de potências estrangeiras, será sempre um castigo divino pelo desrespeito de Israel pelas leis de Deus.   

Mas, em outro sentido, o pecado de pedir um rei é ainda maior que o de seus antepassados. No passado, Deus envia ao Egito, um libertador em resposta ao arrependimento da nação e clama por libertação.

Nesse caso, não houve arrependimento. Eles não imploraram por libertação, porém, exigiram um rei. Acredito que Israel queria um libertador sem arrependimento, um rei para que futuras libertações também fossem garantidas.

A conexão entre o povo e seu rei.

Gostaria de observar aqui a conexão que Samuel faz entre o povo e seu rei. Tanto o povo como seu rei devem confiar e obedecer a Deus. Se não o fizerem, Deus os castigará. Por outro lado, se o fizerem, Deus os abençoará.

Portanto, acredito que Samuel está nos indicando que o povo obterá o tipo de rei que deseja e que merece.

Ou seja, Deus dá ao povo um rei como Saul, porque ele é igual a eles. Ele se rebela contra a Palavra de Deus, assim como o povo. Ele deixa de obedecer totalmente a Deus, assim como eles.  

No caso de 1 Samuel 8-12, o povo exigiu um rei, pelas razões erradas. Logo depois, em 1 Samuel 12:12, Samuel informou ao povo que sua verdadeira razão para exigir um rei é o medo de Naás, que estava avançando contra Israel.

Eles querem que um rei os conduza na guerra e lhes dê a vitória sobre seus inimigos. Eles querem um libertador como Sansão, não um libertador como Samuel.

Dessa forma, Samuel afasta a farsa e a hipocrisia para expor o pecado de Israel, o que os torna dignos de um rei como Saul.  

O povo sempre terá o governante que merece

Mas quando chegamos a 2 Samuel 5, vemos uma mudança distinta. A mudança não é apenas a de um rei patético como Saul para um patriota e líder como Davi.

Pelo contrário, a mudança também é evidente nas pessoas. Agora vejo de outra maneira, o atraso dos israelitas. Deixe-me tentar explicar… 

Você notará que não há crise aqui, nenhum perigo eminente, que força os líderes israelitas a agir. Saul está morto, junto com seus filhos. Da mesma forma, não há ataque filisteu, nem ameaça amonita.

Os anciãos israelitas vêm a Davi enquanto ele está em Hebron, submetendo-se a ele como um rei de Deus.

Ao contrário, em 1 Samuel 8, eles estão se rebelando contra Deus. Aqui, os líderes israelitas estão agindo em obediência a Deus, não em rebelião.

Portanto, o rei que eles ganham em Davi é, em certa medida, o rei que eles merecem. Acredite, sempre teremos os governantes que merecemos.

Quando se aproximam de Davi, reconhecem várias verdades de vital importância, que são a base para a realeza de Davi e, portanto, sua submissão a ele como rei.  

Por que Israel aceita Davi como rei de Deus?

Os israelitas reconhecem a liderança que Davi tinha sobre eles no passado, mesmo quando Saul ainda era seu rei. Quando o povo exigiu um rei, eles queriam um rei que “saísse diante deles para lutar suas batalhas” (ver 1 Samuel 8: 19-20).)

Fundamentalmente, Saul assume como padrão sua responsabilidade de liderar Israel na batalha, no entanto, é Davi quem faz o que eles procuraram em um rei.

Não foi Saul que subiu contra Golias, mas Davi. Não foi Saul quem liderou Israel na batalha, mas Davi (pelo menos um de seus comandantes). Os anciãos israelitas reconhecem a liderança de Davi no que um rei deve fazer.

De fato, os anciãos de Israel estão reconhecendo que, mesmo quando Saul era seu rei, Davi agia mais como um rei do que ele.

Não é surpresa que, quando Davi é ungido (pela terceira vez) como rei de Israel por esses anciãos, isso é feito no contexto de uma aliança que é feita com Davi diante do Senhor (2 Samuel 5:3).

Este é um ato de obediência e fé. Isso está muito longe do confronto que vimos entre Samuel e os anciãos de Israel em 1 Samuel, capítulo 8.

O reinado de Davi é um reinado de retidão, devido em parte ao arrependimento e obediência de Israel e de seus líderes. 

Em Cristo!


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