2 Samuel 8:1-18 – Davi não cansa de colecionar vitórias!


Davi não cansa de colecionar vitórias, pois Deus daria a vitória a Davi onde quer que fosse. Veja neste estudo e comentário Bíblico de 2 Samuel 8:1-18 – 1Crônicas 18.1-17

A força de Israel

V 1-2
Deus havia dado a Davi descanso de todos os seus inimigos que se opuseram a ele; e tendo feito bom uso desse descanso, encomendou-lhe agora a guerra contra seus inimigos pela recuperação de seus direitos; pois ainda não estavam em plena posse daquele país a que, pela promessa de Deus, tinham direito. 

Davi guerreou contra os filisteus e os derrotou novamente, tirando Metegue-Amá de suas mãos. Durante muito tempo eles foram terríveis e opressivos a Israel. Saul não teve terreno contra eles; mas Davi completou a libertação de Israel das mãos deles, que Sansão havia começado muito antes, Juízes: 13:5

Do mesmo modo, depois invadiu Moabe, terra de seus antepassados, e derrotou o povo de lá. Não contente com isso, resolveu expor os moabitas a uma humilhação final: fez com que se deitassem no chão, enfileirados, e mediu a fila com um barbante.

Feito isso, matou todos os homens até a medida de dois terços do barbante, escravizando os restantes. Deus não queria que Israel destruísse todas as nações vizinhas. Deus queria que Israel fosse tão abençoado e forte que outras nações fossem “tributadas” por Israel, reconhecendo assim sua força e domínio em muitas vitórias. 

Saldo da batalha

V 3,4
Ainda assim, depois de derrotar o Filisteus e os Moabitas, Davi ficou sabendo que Hadadezer, rei de Zobá, pretendia estabelecer seu domínio sobre as terras próximas ao rio Eufrates, Davi reuniu suas tropas para combatê-lo. 

A fronteira de Israel foi levada para a linha do Eufrates, de modo que a promessa feita por Deus a Abraão foi cumprida: “À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates.”

Saldo da batalha: mil e seiscentos soldados da cavalaria e vinte mil de infantaria feitos prisioneiros. Além disso, Davi separou os cem melhores cavalos de Hadadezer, aleijando todos os outros. Era uma necessidade militar, apesar da crueldade animal.

Davi mata os cavalos

Davi não podia cuidar de tantos cavalos durante uma campanha militar e não podia devolvê-los ao inimigo. Davi obedeceu ao princípio de Deuteronômio 17:15,16 e recusou-se absolutamente a confiar nos cavalos como armas militares. Sua confiança estava em Deus (Salmo 20:7 e 33:16-17).

Nesse sentido, esse foi o maior dano que poderia ser causado a uma força militar hostil, tornando seus cavalos inservíveis. Isso era crueldade do tipo mais desprezível; e um ato semelhante de Simeão e Levi resultou na referência desfavorável de Jacó a ele em sua bênção final (Gênesis 49: 6).

Davi obtém vitória sobre a Síria

V 5,6 
Davi não cansa de colecionar vitórias e agora é a vez da Síria. Quando a notícia da derrota de Hadadezer chegou à Síria, tropas vieram de Damasco para apoiar o aliado. Davi nem tomou conhecimento do poderio sírio: matou vinte e dois mil soldados e botou guarnições do exército israelita na Síria. Os sírios passaram, então, a pagar impostos ao trono de Israel.O Senhor Deus fez com que Davi fosse vitorioso em todos os lugares aonde ia.

V 7,8
Tendo confirmado definitivamente a vitória sobre Hadadezer, Davi precisava apenas pegar seu espólio. E que espólio: os oficiais inimigos usavam escudos de ouro, que o rei levou para Jerusalém. Levou também uma grande quantidade de bronze das cidades de Betá e Berotai, antes governadas pelo rei de Zobá.

A fama de Davi

V 9-12
Com essas vitórias, a fama de Davi espalhava-se, chegando aos lugares mais distantes. O rei Toi, da cidade de Hamate, por exemplo, ficou sabendo que Davi derrotara o exército de Hadadezer, e enviou Jorão, seu filho, com presentes de ouro, prata e bronze para o rei. 

Isso porque Hadadezer e Toi haviam lutado muito, e o rei de Hamate vivia preocupado com o poderio de seu colega de Zobá. Davi juntou esses presentes a todos os objetos preciosos que tomara em suas campanhas, e ofertou tudo ao serviço do Tabernáculo.

Davi cria um conselho

V 13-18
A fama de Davi tornou-se maior ainda depois de derrotar os edomitas no Vale do Sal. Enquanto guerreava, Davi não se esquecia do povo: durante todo o seu reinado os israelitas foram tratados com igualdade e justiça, o que garantia a paz doméstica necessária a um reino em expansão.

Realmente, parecia que Davi não se cansava de colecionar vitórias. Com tamanho sucesso em suas aventuras fronteiriças, Davi sentiu a necessidade de oficializar seu conselho, até então exercido informalmente por seus amigos e colaboradores mais próximos. Além desses, os filhos de Davi já em idade adulta também faziam parte de seu conselho, como ministros. Nada mal para um reino que começara improvisado.

Deus daria a vitória a Davi onde quer que fosse (2 Samuel 8: 6)

Esse é o pensamento que domina todo o capítulo. Não foi a capacidade militar superior de Davi, nem o tamanho esmagador de seus exércitos, nem a genialidade de sua estratégia que resultou nessas vitórias surpreendentes. Eles eram os feitos do Senhor. Além disso, o propósito de Deus em todo esse poder transmitido ao Povo Escolhido não deve ser negligenciado. 

Nos planos projetados no eterno propósito de Deus, a preservação e continuidade do povo de Israel, através de quem o Messias foi prometido, era absolutamente necessário; e o desenvolvimento de Israel como um forte estado militar era um requisito básico. Sem um Israel tão forte, a raça escolhida logo seria engolida por poderes ímpios como a Assíria.

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Em Cristo! 


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